recap da semana
Nesta segunda (24/08), o IBGE divulgou o IPCA-15 de agosto de 2026: o índice veio negativo, em -0,14%, depois de uma sequência de altas cada vez mais fracas — 0,06% em julho e 0,16% em junho, ambos de 2026. Segundo o IBGE, o principal motivo foi a conta de luz: um bônus da usina de Itaipu reduziu temporariamente a tarifa de energia elétrica em boa parte do país, o que pesou o suficiente pra puxar o índice inteiro pro campo negativo. É um alívio pontual — o efeito do bônus não é permanente, então vale aproveitar o mês mais barato sem contar com ele pro resto do ano.
Do lado das dívidas, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) referente a julho de 2026: 82% das famílias brasileiras relataram ter algum tipo de dívida, o maior percentual da série histórica e a sexta alta seguida do indicador — 3,5 pontos percentuais a mais que em julho de 2025, quando o índice estava em 78,5%. A notícia boa é que a inadimplência (contas em atraso) recuou de 29,9% pra 29,8% no mesmo período, e o atraso médio caiu pra 64,6 dias, o menor patamar desde dezembro de 2025.
o que vem por aí
Essa semana não tem reunião do Copom (a próxima é só em 15 e 16 de setembro de 2026) nem divulgação do IPCA oficial de agosto, que só sai no mês que vem. Mas tem uma decisão que pega direto no bolso: a Aneel anuncia na sexta-feira (28/08) a bandeira tarifária de setembro. Desde maio o país está na bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1,89 a cada 100 kWh consumidos, por causa do período seco e da necessidade de acionar usinas térmicas mais caras. Mesmo com a conta de luz mais barata em agosto por causa do bônus da Itaipu, ainda não dá pra saber se setembro segue amarelo, sobe pro vermelho ou alivia pro verde.
Vale registrar também que, segundo a própria CNC, o endividamento das famílias deve continuar subindo nos próximos meses, chegando a 82,6% em setembro na projeção da entidade — ou seja, o recorde da semana passada não parece um pico isolado, e sim uma tendência que segue.
O outro prazo importante dessa semana é o do Desenrola Brasil: quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e tem dívida em atraso entre 91 e 720 dias — cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal ou outro débito bancário contratado até 31 de janeiro de 2026 — pode negociar até o dia 31 de agosto de 2026 com desconto de até 90%, juros de 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes, pelo Serasa Limpa Nome ou direto com os bancos e financeiras participantes. O governo já prorrogou o programa uma vez, no fim de julho, e por enquanto não sinalizou um novo adiamento — quem se encaixa e ainda não negociou, essa é a última semana.
o gancho
Repara no contraste dessa semana: o IPCA-15 veio negativo, a conta de luz deu uma respirada, mas o levantamento da CNC mostrou o maior nível de endividamento das famílias desde que a pesquisa começou a ser feita. Índice bom num mês não significa orçamento resolvido — o alívio da Itaipu passa, a bandeira de setembro pode subir de novo, e 82% das famílias seguem com alguma dívida no nome, com quase 30% delas em atraso.
Se você tem uma pendência que se encaixa nas regras do Desenrola, essa é a semana de agir — o desconto não vai esperar. E se não se encaixa, o caminho continua sendo o mesmo de sempre: organizar o orçamento pra não depender de bônus de hidrelétrica, decisão de bandeira ou índice vindo baixo pra fechar o mês no azul.
Sobe seu extrato no Perrengue Zero, a gente organiza os números pra você e sugere um orçamento pro mês que vem — assim você para de torcer por notícia boa e passa a fechar o mês do jeito que planejou. quase lá!